Para a maioria das pessoas, passar roupas é uma atividade primária, sem o menor charme, principalmente feminina, normalmente relegada à empregada, e que é tão emocionante quanto lavar um copo, limpar uma janela ou tirar o pó do canto da mesa.Eu sempre gostei de passar roupas. Lembro dos meus tempos de criança (estou com 52 anos) vendo a minha mãe com uma pilha enorme de roupas para passar e a expressão de alegria no seu rosto. Não entendia como uma coisa tão maçante poderia ser motivo de algum prazer. Mas gostava de vê-la trabalhando, muitas vezes até cantarolando.Tempo passou, constitui a minha família e de vez em quando tinha que passar alguma roupa, por situação emergencial. E isso nunca foi pra mim motivo de desagravo.Estamos há algum tempo sem empregada e, para ajudar a esposa, acabei por assumir esse trabalho em casa de forma efetiva (somos 4 pessoas).Numa noite, por volta das 10:00h, estava passando as roupas da semana, rádio ligado, descalço, a casa silenciosa, quando percebi o grande prazer que estava tendo. Comecei a observar cada detalhe dos meus gestos, vendo a roupa como ficava depois de passar (e como estava antes), lembrando de quem iria usá-la...e descobri que não era apenas um "trabalho", mas um verdadeiro privilégio poder passar a roupa da minha mulher, dos meus dois filhos, enfim, algo que poderia ser um encargo insuportável, estava sendo, de fato, uma terapia super agradável, relaxante, revigorante. Que até lamentava quando chegava a hora de passar a última roupa da noite.Esse sentimento foi se aprofundando e, nas vezes seguintes em que fui passar roupa, comecei a prestar mais atenção nas sensações que estava tendo, observando melhor como me sentia antes e depois, enfim, quis entender mais claramente o que estava envolvido naquela atividade que se tornava algo particularmente especial e que, de alguma forma, mudaria a minha vida. E que poderá, também, mudar a vida muitas outras pessoas.Esse foi o caminho que foi gerando o conceito da Ferroterapia. Nas muitas vezes seguidas em que fui passar as roupas da família, o que era uma "sensação" acabou por tornar-se um processo. Acabei por desenvolver uma metodologia, associando a atividade a questões como concentração (que por sinal era o meu calcanhar de Aquiles e que depois passou a incomodar bem menos), auto-estima, carinho com os entes queridos, superação de obstáculos (por incrível que possa parecer isso pode ser gerado simplesmente passando roupas), determinação, criatividade, alegria e muitos outros atributos que foram sendo somados ao momento "mágico" de passar roupas.Pronto: sem querer, acabei por descobrir algo de uma forma que nunca tinha sido pensada antes, transformando algo originalmente banal e corriqueiro numa ação comportamental de auto-conhecimento e auto-ajuda poderosa e eficaz. As pessoas podem expressar afeto para quem ama de várias formas, inclusive passando com amor a manga da sua camisa. Já que a roupa é a nossa segunda pele, podemos entender que passá-la é um afago, um carinho de uma maneira muito especial.Veja outras áreas que acabaram tendo relação com a atividade: planejamento estratégico (por incrível que parecer), organização, compartilhamento, crescimento espiritual, melhoria de humor, superação de limites, lidar com a frustração e muitas outras que poderei detalhar, se houver interesse.Por exemplo, você sabia que controlar a pressão do ferro sobre a roupa também é algo que pode ser observado? Se a mão ficar "mais leve", o processo ficará mais rápido e eficiente.Sabia que será uma ótima hora para reflexão, associação e desenvolvimento de ideias, organização dos pensamentos e até solução de problemas até então "insolúveis", já que a mente ficará livre para voar, se desprendendo de regras e conceitos? Acredite, não é papo furado: é fato comprovado (tenho uma metodologia para que isso venha a ocorrer de forma produtiva e positiva).Acredita que passar roupas antes de dormir contribui bastante para uma noite de sono mais agradável e revigorante? E que até a relação afetiva com companheiro ou companheira poderá ficar melhor a partir dessa nova experiência? Experimente e comprove também.Mas não se trata de simplesmente de passar uma roupa atrás da outra, como algo mecânico, como se estivesse no piloto automático: é preciso introspectar e sentir de fato alguns conceitos e princípios, passando a "entender" o trabalho não como encargo, mas como dádiva, como um momento especial e desejado. E, sobretudo, muito feliz.Porque qualquer peça de roupa, por menor e mais simples que seja, exige um planejamento para ser passada da melhor forma. Terá áreas fáceis e difíceis, se não houver cuidado poderá ser danificada, exigirá persistência e cuidado, é um processo com começo, meio e fim, exige foco e atenção concentrada, é algo que só depende de nós naquele momento, terá refação se não for feito de forma correta, terá reflexos logo em seguida (a roupa será usada por alguém), exigirá uma quebra de paradigma (já que trata-se originalmente de uma tarefa pouco nobre e enfadonha),enfim, podemos associar à atividade inúmeros atributos que fazem parte do nosso cotidiano pessoal e profissional. É só uma simples questão de ponto de vista.O passo seguinte ocorreu naturalmente: comecei a contar (e compartilhar) com a esposa, amigos, parentes e até pessoas que conhecia por acaso a minha descoberta.E imagine a minha surpresa ao constatar que o que pensava fazia sentido para muita gente. E que, motivada pela minha empolgação, também foi experimentar a experiência, seguindo as minhas dicas e orientação. A resposta foi surpreendente: eles também se sentiam gratificados e privilegiados em poder passar a camiseta que o filho iria vestir para ir à escola ou a calça jeans que a esposa (ou marido) vestiria no dia seguinte. Passaram a adorar a oportunidade de passarem pijamas, cuecas, calcinhas, camisas, panos de prato, toalhas, etc. Por incrível que possa parecer, mas isso é fato concreto e poderá vir a ser também comprovado por quem se dispuser a experimentar essa nova "leitura" da atividade tradicional de passar roupas.Com essa pesquisa informal ratificando o que eu já entendia como factível, formatei a Ferroterapia como um processo operacional, estabelecendo etapas (sabia que até a separação preliminar das roupas por tipo é algo inserido numa metodologia macro ?). Ou o fato de "aceitar" a tarefa com humildade também é fator importante?Outro fato curioso: você sabia que qualquer roupa, mesmo lavada da forma correta, ao ser passada (principalmente com vapor) ainda conserva um pouco do cheiro (e muito da energia) da pessoa que a usou. Se prestarmos atenção nesse detalhe, estaremos criando um fio condutor sensorial muito agradável.E que quando a roupa for vestida, estará carregando "um pouco" da pessoa que a passou, porque ficou alguns minutos focando 100% da sua atenção nela.Desenvolvi alguns procedimentos preliminares específicos, como um relaxamento feito com as mãos apoiadas na tábua de passar e com olhos fechados, monitorando e "domando" a respiração, o cuidado com a postura, a preparação do ambiente para torná-lo mais equilibrado, leve e tranquilio. E tem muito mais e que, a cada dia, estão sendo corrigidos e aprimorados.O tema é atrativo para palestras em empresas, instituições, escolas, faculdades de todo o país. Programas de Ferroterapia serão aplicados na linha da ginástica laboral, onde os funcionários trarão de casa algumas peças de roupa de suas famílias, que serão passadas em determinados períodos durante a sua jornada de trabalho (o Depto. de RH e a diretoria ficarão maravilhados com os resultados). Essa imagem pode até parecer grotesca e absurda, mas garanto que é factível e extremamente positiva para a melhoria das relações inter-pessoais, a auto-estima e aprimoramento profissional.Estou escrevendo um livro sobre o tema, incluindo essas incríveis experiências práticas, associadas às experiências (muitas) adquiridas ao longo da estrada da minha vida.Estou montando uma equipe de ferroterapeutas para atuarem em empresas, entidades, associações, clubes, etc. gerando um rendimento bem atrativo para essas pessoas (sem restrição para idade, formação, classe social, região geográfica, etc.). Certamente será aberto um novo e atrativo mercado de trabalho para muita gente de todo o país, numa época em que isso é super necessário!Por isso agradeço se puder divulgar para quem puder essa ideia (empresários, formadores de opinião, possíveis clientes, etc.) porque precisamos ter uma massa crítica replicando o conceito com maior abrangência possível. Se tiver contato com jornalistas, editores e comunicadores em geral será ótimo passar para eles esse texto, porque poderá servir de pauta para matérias. Uma dica é repassar esse texto por e-mail para o maior número possível de pessoas, incluindo em blogs e no que mais entender como necessário.E se você tiver interesse em participar comigo dessa empreitada, as portas e o coração estão abertos para crescermos juntos nessa iniciativa. Isso não é retórica: se mais cabeças pensarem no mesmo sentido, as conquistas serão bem mais fortes e duradouras. Vamos somar esforços para colhermos juntos os frutos!Vale lembrar que qualquer sugestão, crítica, observação ao que foi exposto será recebido com a maior atenção. Desde já, grato por qualquer ajuda possível. Valeu!E o mais incrível é que 100% da população tem em casa o ferramental básico para ter uma série de benefícios pessoais e profissionais gerados: ferro e muita roupa para passar todas semanas!E pensar que tudo isso começou mesmo sobre uma tábua de passar roupas...Para maiores informações, o meu tel. é (19) 9267-9766 e e-mail getleadsbrasil@terra.com.br
Oscar Silbiger
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